segunda-feira, setembro 3

106|1975

<sei que sabes que eu sei que pensas em mim quando pensas em mim, mesmo quando pensas que não queres pensar nada, porque são estas regras do jogo dos amantes que são precisamente as mesmas regras do jogo da vida, mesmo quando se morre, porque nunca se morre de vez quando o amor carrega pelos universos sem fim a chama da memória dos amores.>
 
 
de, em, onde encontrei.
Diários do irreal quotidiano
de coração aberto ao vento, à chuva, ao sol das palavras

105|1975

quando por acaso, e aqui o acaso é mesmo um caso inepserado de inesperada satisfação - voltando ao inicio - tropeçamos com os olhos num bom filme, mágicamente entramos num quadro que de quadro passou a filme. o título: o moinho e a cruz. emocionante e sofrido, mas belíssimo.

terça-feira, agosto 21

104|1975

Sing with me (sing)
Sing for the year (sing)
Sing for the laughter, sing for the tear
Sing with me, if it’s just for today
Maybe tomorrow the good lord will take you away

domingo, julho 29

103|1975

Portanto, neste momento tão importante da minha existência, quero ser corajosa, firme e decidida. A minha mente e o meu corpo estão a tornar-se flexíveis, mas a minha vontade deverá compreender que deve ser rija como aço.

segunda-feira, julho 23

102|1975

hoje se me fosse permitido, chorava.
há meses que pergunto porque ainda não o fiz.
por mais saudades que tenha, não o consigo fazer.
por mais arrelias e alegrias, nada de lagrimas.
cada dia custa mais e mais ainda não o ter feito.
motivos reais para o fazer, já foram mais que muitos. mas ainda assim...o minuto a seguir acontece e recomeçam-se novas histórias.
há minha volta tudo e todos choram. eu parece que não consigo.
e hoje o que eu mais queria era ter chorado.

a cada vez me comovo mais.
valorizo cada segundo de gargalhada e demonstração de carinho.
e são mais que muitos.
a verdade, sei lá eu, é que, também não sei como, tudo me alegra.
mesmo com vontade de chorar.

mas se pudesse chorar, falo-ia com agrado.
sentir-me-ia mais tranquila,
deixaria de pensar e choraria até me cansar.

sai de casa sem lagrimas, e vou regressar a casa sem elas.
ainda hoje me disseram, se não choras...é porque sentes demais.
percebes tudo, conformas-te com tudo.
devo ser enformada, na minha forma.
o tipo de forma que deforma e assume a aformalidade.
eh, dizem, pareço eu.
 

sexta-feira, julho 13

101|1975

um filme para ver duas, três vezes ...

Qual o peso das opiniões das outras pessoas na minha vida? ... Algumas vezes já me questionei sobre onde fica a espontaneidade ou a tal da liberdade.

... Não te minto se te digo que já me questionei se valerás a pena.

Já me questionei: mas o que tem a ver neurose com ressentimento. Muita coisa.

... Questionei a minha parcela de culpa nisso, questionei as pessoas, ....

... Questionei-me se os olhos fixos no retrovisor era alguma preocupação...

quinta-feira, julho 5

99|1975



A coisa mais espectacular do meu dia.
Voar sobre os imensos meandros da incerteza utilizando a strong force das emoções.
Não venci. Não perdi
Não nada.
Repetiria tudo.
Muitas vezes.
Desta vez estou aqui,
mais eu do que algum eu que ja fui,
e é bom.


98|1975

segunda-feira, junho 25

quarta-feira, junho 20

91|1975

materiais, não são necessários materiais. matérias e carradas de lixo. esvaziar o saco que se encheu e atingiu a  dimensão de um contentor. 32Kg + 600g que voaram atraves do espaço numa mala encarnada de marca segue...uma coroa e um coração representam-na. cadeados que  permitem aos fechos descansar. mãos ladroeiras que observam. paris versus nova iorque. the blonde salade.

vision of a dreamer

terça-feira, junho 19

90|1975



T H E S E B O O T SA R E M A D E F O R W A L K I N G
W A L K I N G  W A L K I N G  
T H E S E  B O O T S W E R E M A D E F O R
                                                

89|1975

num dia como hoje, que só pode ser como ele é - hoje - voltei a sentir que às vezes - ou quase todas as vezes - é dificil acrescentar qualquer coisa a pensamentos que vivem em cérebros resolutos nas suas vontades e emoções. pensam sozinhos, agem sozinhos e não reagem bem quando confrontados com alheirisses. dão este nome a todas a vontades e desejos que não são os seus, em cuja origem não participaram e que por capricho ou orgulho - retiro o orgulho porque afinal não se consideram eles próprios orgulhosos - não podem alterar. sim, alterar, porque desconhecem a vontade de entendimento e sobretudo de se transmutarem. aquele que se transmuta, não tem personalidade; dizem...aquilo que nos define e que funciona como escudo para nem sequer a janela da coordialidade abrirem. às tantas mais vale seguir em frente, com os nossos cérebros ignorantes e talvez por isso valiosos. desconhecer a vaidade pode ser um handicap maravilhoso. um daqueles handicaps que bem sentido acrescenta qualquer coisa ao próprio. o contrário da vaidade é sempre o desprendimento de quase tudo o que influencia o musculo da força e brutalidade. pouco brutos são os fracos e os felizes e os quase sobreviventes da lida.

este post foi escrito no momento, sem ler e até sem considerar outros pensamentos que gritam na envolvente. digo doces e outras petites delicatessens.

quinta-feira, junho 14

88|1975

Beauty of the past,
perfections of the past,
and you of yesterday,
can never be here today.

(thank you, So-yeon Park)

quarta-feira, junho 13

87|1975

Não sabe representar nem cantar e é careca. Dança um pouco. Disse um executivo da Metro, a respeito de Fred Astaire.