segunda-feira, outubro 21
domingo, outubro 20
terça-feira, setembro 24
135|1975
Os Dias Ricos
É bom ter um dia complicado se
formos nós a complicá-lo, à medida que vamos andando. São os dias ricos. Nunca
sabemos o que vamos fazer a seguir mas fazemos sempre qualquer coisa a seguir,
para não interromper a cadeia.
Em vez de jantarmos em casa ou jantarmos fora, entramos
num restaurante onde costumamos jantar e comemos apenas um petisco, um
aperitivo. Os anfitriões também apreciam a mudança. É como ir cumprimentá-los.
Metemos conversa com um casal que só nos parece japonês
porque queremos que seja, para lhes perguntar como preparam a massa Shirataki,
que tem zero calorias. Perguntamos de onde são? Da Holanda, respondem. Os
preconceitos, no sentido de pré-juízos ou pensamentos já feitos (na verdade,
substitutos e obstáculos do conhecimento), são cada vez mais inúteis.
Os hábitos são diferentes. Para celebrá-los, nem é preciso
esquecê-los ou trocá-los por alternativas, felizes ou desagradáveis. O melhor é
interrompê-los e acrescentar-lhes desvios espontaneamente decididos que
enaltecem, através da diversão, a felicidade subjacente.
Os dias ricos levam outro dia inteiro a contar. Só fazer a
lista do que se fez cansa tão bem como nadar um quilómetro, devagarinho, num
oceano vivo que nos consente. Dá gosto recontar, mesmo quando o dia foi ontem;
mesmo quando o dia é hoje.
Complicar um dia não é desregrá-lo: é inventar novas
regras para aplicar. O prazer é uma coisa só mas tem muitos caminhos.
Experimentá-los é tão bom como descobri-los.
Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Público'
domingo, setembro 22
quarta-feira, setembro 18
sexta-feira, setembro 13
segunda-feira, setembro 9
130|1975
SCP + alheira, Rosh Hashaná, correr, trabalhar, correr mais com o sol nascente, trabalhar, jantar+(es), dormir, PT em quadrupla alegria, acordar cedo sem preguiça, revisões, terraço, descubra as diferenças, o livro desassossegado de Pessoa, trabalho, México e Cuca, explanar durante o pequeno almoço, Marginal e o concerto da Nneka, mousse de maracujá + café, Salsa e também vontade de quizomba, semanas lentas que escorregam rapidamente entre as horas.
(setembro, e as memorias descronólogicas)
segunda-feira, agosto 26
129|1975
Historia narrada na TERCEIRA pessoa - "Sentada no terraço a escrever, numa noite cacimba e quase silêncio".
Historia narrada na PRIMEIRA pessoa - "Sentada no terraço a escrever, numa noite fresca, silêncio ensurdecedor, acompanhada por melgas e dores de barriga".
Ponto de vista alternativo, como escapar da monotonia de escolher entre a 1ª e a 3ª pessoa para narrar uma história?
Historia narrada na SEGUNDA pessoa- "Invisível, observo-te ... Sentada no terraço a escrever, numa noite amena, que não pertence ao Inverno nem ao Verão, silêncio nostálgico acompanhado pela sombra da luz ténue que ilumina o momento. A barriga ligeira e sensível, reclama por atenção ... como menina mimada e combina com a melga acabarem com o teu cenário perfeito de relax. Por hoje."
Historia narrada na PRIMEIRA pessoa - "Sentada no terraço a escrever, numa noite fresca, silêncio ensurdecedor, acompanhada por melgas e dores de barriga".
Ponto de vista alternativo, como escapar da monotonia de escolher entre a 1ª e a 3ª pessoa para narrar uma história?
Historia narrada na SEGUNDA pessoa- "Invisível, observo-te ... Sentada no terraço a escrever, numa noite amena, que não pertence ao Inverno nem ao Verão, silêncio nostálgico acompanhado pela sombra da luz ténue que ilumina o momento. A barriga ligeira e sensível, reclama por atenção ... como menina mimada e combina com a melga acabarem com o teu cenário perfeito de relax. Por hoje."
domingo, agosto 25
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